Bar Primo Pobre faz ação de protesto contra a Lei do Silêncio

Em apoio ao movimento “Quem desligou o som? ”, promovido por donos de bares e
restaurantes, músicos e produtores culturais de Brasília, o bar Primo Pobre resolveu
fazer um “protesto” inusitado para chamar a atenção sobre o que considera
radicalidade da Lei do Silêncio que impera sobre a capital federal prejudicando a vida
noturna da cidade. Essa semana não vai ter programação musical no bar e no sábado,
Dia de Finados, haverá um enterro simbólico da música, com instrumentos musicais
sendo “velados” em um espaço que será montado na área do bar.

“O que queremos é manter e viabilizar a produção cultural em Brasília. Nós, que
promovemos a cultura, trazendo shows, festas e diversão para os brasilienses, temos
que conviver com regras que não são sustentáveis. Do jeito que está, fica praticamente
inviável nos mantermos”, ressalta Pedro Batista, um dos sócios do bar Primo Pobre e
também sócio fundador da Influenza Produções, que atua há nove anos no mercado
de entretenimento da cidade.

A polêmica é antiga e ecoa todas as noites pelas quadras de Brasília. Como
consequência, todos os dias algum bar ou restaurante da capital federal é notificado,
multado ou interditado pelo Instituto Brasília Ambiental (IBRAM) por
“descumprimento” à Lei do Silêncio. Muitos desses estabelecimentos já fecharam suas
portas por esse motivo. Outros seguem resistindo e lutando para continuarem
promovendo a música, a diversão e, consequentemente, a cultura na cidade.

O “protesto” programado para este sábado, a partir das 19h, no Primo Pobre, deverá
contar com a presença de músicos, proprietários de outros bares e restaurantes e
produtores culturais de Brasília. O bar também quer a participação do público e pede
que os clientes levem uma vela para ser acessa na hora do enterro simbólico. “O
público também é parte interessada nesse processo pois ele também é prejudicado”
destaca Pedro Batista

Protesto Lei do Silêncio Primo Pobre 
Local: CLN 203 – Bloco D 
Data: 02/11/2019 – Hora: a partir das 19h
1 comentário
  1. Ele só olha o próprio umbigo. Hoje em dia, qualquer pessoa com poucos reais consegue comprar um alto-falante e todo mundo compete por quem tem direito de fazer barulho. Existem crianças, pessoas idosas e diversas outras pessoas morando a poucos metros do Comércio Local. Obrigá-los a ouvir suas músicas é um crime sim. Existem outros locais na cidade mais apropriados para isso. Por isso existem lugares como o Setor de Diversões. A prostituição das quadras residenciais do plano piloto está perdendo os limites.

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