Alergia X Intolerância alimentar

Como diferenciar os problemas alimentares e qual dieta restritiva adotar

Imagine que o nosso corpo é um carro, nossos órgãos são as peças dele e todo alimento que ingerimos é seu combustível. Se não abastecermos esse automóvel com gasolina de qualidade, logo ele apresentará problemas e poderá não funcionar, certo? Assim acontece com nosso corpo, ele só estará em pleno funcionamento se estivermos ingerindo constantemente alimentos apropriados para manter os órgãos em perfeita harmonia. Precisamos estar atentos e investir em dietas adequadas, que respeitam necessidades nutricionais e fisiológicas do nosso organismo. Nutricionistas defendem que a estratégia nutricional específica é importante para aqueles que apresentam problemas alimentares, como alergia ou intolerância, por exemplo, com restrição e exclusão de alguns itens especialmente. Afinal de contas, eles podem atenuar ou agravar sintomas.

Mas como diferenciar a alergia da intolerância e saber qual dieta específica adotar? Apesar de semelhantes, esses problemas alimentares são muito diferentes. De acordo com informações do Ministério da Saúde, na alergia há uma resposta imunológica imediata, ou seja, o organismo cria anticorpos para combater o alimento como se ele fosse um agente agressor e por isso os sintomas são generalizados. Já na intolerância, o alimento não é digerido corretamente e, desta forma, os sintomas surgem principalmente no sistema gastrointestinal. Essas manifestações e os riscos podem acontecer em ambas situações, por isso é importante ter um diagnóstico preciso (por meio da avaliação de uma equipe multidisciplinar, incluindo médicos, nutricionistas e demais profissionais) para comer de forma segura e saudável, identificando quais alimentos são essenciais e quais devem ser eliminados da dieta.

O leite está no ranking dos alimentos que mais provocam reações no organismo. A alergia e a intolerância ao leite animal possuem implicações distintas: a primeira é uma grande reação do sistema imunológico à proteína do leite, chamada de caseína; já a segunda, é quando o organismo tem dificuldades em digerir e absorver o açúcar presente nele, a lactose. Acredita-se que a intolerância à lactose afeta hoje cerca de 25% da população brasileira. “Ela traz quadros com diarreia, vômito e dificuldade para ganhar peso. Nos casos de alergia, existem manifestações como urticária (placas avermelhadas que coçam), angioedema (inchaço dos lábios e outras partes do corpo), chiado do peito e até mesmo reações anafiláticas”, explica Marta Guidacci, coordenadora da Alergia e Imunologia da Secretaria de Saúde do DF (SES/DF).

Leite

O trigo também não fica atrás. Assim como na ingestão do leite, suas reações adversas não devem ser confundidas: alergia à proteína do trigo se difere (e muito) da doença celíaca! A doença celíaca é uma intolerância hereditária ao glúten (proteína encontrada no trigo, cevada e aveia) que causa alterações inflamatórias no revestimento do intestino delgado, resultando em má absorção de nutrientes e vitaminas. A alergia, provoca também uma reação através da aspiração e possui sintomas como coceiras de pele e em mucosas, além de problemas respiratórios.

Sem dúvidas, há uma vasta lista de alimentos alergênicos, pessoas com problemas de saúde relacionados a eles e muitas dificuldades encontradas. A restrição de alimentos e nutrientes no dia a dia pode acarretar desordem no sistema metabólico, psíquico e emocional. E o intuito deste espaço é esclarecermos dúvidas e buscarmos soluções, juntos! Hoje já existem muitos alimentos saudáveis por aí que podem ser comprados com facilidade nos mercados e grande demanda de produtos especiais sem glúten, lactose, leite, trigo, soja, entre outros, que a indústria alimentícia oferece. “Os estabelecimentos gastronômicos estão mais preparados para receber público com esse perfil, que acompanhado por um profissional, ganha saúde e não perde qualidade de vida!”, completa Elissa Amaral, nutricionista esportiva e coaching nutricional em Brasília.

Na busca incansável por informações sobre problemas alimentares, o desafio de encarar uma dieta restritiva torna-se cada vez mais interessante, não só pela facilidade de ajustar impasses, curar sintomas, manter o corpo em dia, adaptar receitas sem perder texturas e valores nutricionais, mas também por garantir o prazer em cada refeição! Que tal? Até a próxima semana, pessoal!

Com informações do site da Secretaria de Saúde do Distrito Federal

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